Oi gente! Meu nome é Laryssa Nunes e eu to aqui pra contar um pouquinho sobre os pontos positivos e negativos da minha transição capilar do cabelo liso para cacheado.

A minha transição capilar começou no finalzinho de 2015. Lembro que sai do salão, depois de uma escova progressiva que durou mais ou menos 4 horas, e passei a me questionar qual era o sentido de passar por aquilo sempre. Depois desse dia, comecei a procurar conteúdos sobre transição capilar – o que me ajudou muito. Por isso acho super importante sempre trocarmos experiências e conversar sobre esse assunto. Hoje posso afirmar com toda certeza que foi isso que me deu força e não me fez desistir da transição capilar.

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O maior desafio da minha transição

Acho que a maior dificuldade que passei foi a texturização! Por ter passado muito tempo da minha vida escovando o cabelo, não tive muita facilidade com a diferença da textura lisa e cacheada. Até tentei fazer coques e tranças com o cabelo úmido na tentativa de minimizar as texturas, mas não deu muito certo. 😥

Por isso, eu decidi que iria cortar o cabelo aos poucos e, nesse meio tempo, manteria o cabelo com escovas. Era assim, eu fazia a escova em uma semana e só lavava o cabelo uns 5, 6 dias depois, mas não ficava passando chapinha durante esse tempo, porque eu sei que isso pode atrasar muito a transição, além de alterar a estrutura do fio. Ah, e eu também apelava muito pro famoso coque, ainda mais quando ia pra praia ou piscina.

transição capilar
Exemplo de coque na praia – @nuneslaryssa

3 dicas de ouro para a transição capilar

Minha primeira dica pra essa fase é: se jogue nas tranças. Vejo muitas meninas fazendo box braids durante a transição e super dá certo. Isso porque as braids podem durar até 3 meses e elas também estimulam o crescimento do cabelo!

box braids
Box braids – @nuneslaryssa

Minha segunda dica é apostar no cronograma capilar. No início eu pensava: “Ah, não! Mas meu cabelo tá com química ainda, não adianta fazer o cronograma.” Gente, adianta e muito! Com o tempo você adquire o hábito de fazer e vai começando a amar cuidar do seu cabelo.

A última dica é o uso do óleo de rícino e shampoos que são conhecidos por auxiliar no crescimento capilar, afinal a transição é um grande projeto rapunzel também.

Meu big chop

O meu big chop foi um pouco diferente dos demais. Isso porque foi muuuuito do nada, sem programação, nem preparação nenhuma. Desde o início da transição eu tinha medo do “grande corte”. Na minha cabeça, eu só iria fazer o big chop quando já tivesse pelo menos 1 ano ou mais de transição capilar. Eu achava que não me sentiria confortável cortando o meu cabelo tão curtinho, por isso resolvi ir cortando aos poucos.

Leia também: Big chop e a transição capilar: o que é e quando fazer

Seguindo essa lógica, teve um dia que resolvi cortar mais um pouco o cabelo, mais ou menos na altura dos ombros. Ao chegar em casa, quando meu cabelo já estava seco, me olhei no espelho e tomei um susto! Com 8 meses de transição, minha raiz já estava bem grande e a mistura da textura cacheada na raiz com as pontas lisas no comprimento me deixou desesperada. Naquela mesma hora eu pensei: “Meu Deus, eu preciso cortar toda essa química, não me dou bem com texturização, não vou aguentar ficar com o cabelo assim.”

Lembro que no mesmo dia, comecei a pesquisar sobre salões especializados em cachos e achei um relativamente perto da minha casa. Liguei pra lá e tinha vaga. Fui correndo e cortei. Cortei toda a química que estava no meu cabelo desde que eu tinha 7 anos de idade. Cortei todo o relaxamento, toda a progressiva. Quando o corte acabou, me vi com aquele cabelo curtinho e pensei: “Enfim, tô livre!” 

big chop
Big chop – @nuneslaryssa

No primeiro momento fiquei assustada. Eu nunca tinha tido um cabelo tãaaaao curto. Além disso, quase ninguém sabia que eu estava em transição, porque eu continuava fazendo escova (sem química). Fiquei com medo da reação das pessoas, de todo o julgamento que eu poderia sofrer.

Assim que postei a primeira foto, tive uma chuva de comentários positivos e elogios, o que me fez me sentir melhor. Mas mesmo assim, sempre tinham umas pessoas perguntando por que eu tinha feito aquilo, chegaram até me perguntar se eu estava com alguma doença.

Sim, as pessoas podem ser muito maldosas. Mas não me deixei abalar com esses tipos de comentários. Sempre vai ter uma pessoa dando uma opinião na qual ela não foi chamada. Isso não deve importar. Sei que é difícil, porque eu me importava e MUITO. Mas na medida que o tempo foi passando, eu comecei a parar de ligar, comecei a me amar, a amar cuidar do meu cabelo e o mais importante: a me aceitar do jeitinho que eu sou!

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Processo de crescimento – @nuneslaryssa

Costumo dizer que a minha transição capilar me mudou por completo. Nunca vai ser só um cabelo. É uma questão de auto aceitação, de liberdade. Na realidade, eu nunca gostei do meu cabelo alisado. Não achava ele bonito, não achava que ficava natural. Eu só queria me inserir dentro do padrão de beleza imposto porque acreditava que o meu cabelo natural não era bom o bastante. Aquele cabelo alisado ou relaxado era um disfarce para uma insegurança que sempre senti. 

Hoje posso dizer que superei tudo isso, amei conhecer meu cabelo e faria todo o processo da transição novamente se fosse preciso. Sei que muitas meninas se sentem como eu me sentia, sei o quanto é difícil lidar com a transição. É preciso muita paciência e força de vontade. Só posso dar um conselho: Não desista! Vai valer a pena! Não tem nada melhor do que se amar e se aceitar do jeitinho que você é!

É isso gente! Espero que tenham gostado de saber um pouquinho da minha experiência durante a transição capilar e qualquer dúvida ou até mesmo uma mensagem de apoio é só falar com a gente pelo box de comentários. Até a próxima!