Petrolato: realmente faz mal para o cabelo? Saiba mais sobre essa substância que divide opiniões

Petrolato: realmente faz mal para o cabelo? Saiba mais sobre essa substância que divide opiniões

Como vimos no artigo sobre sulfato, conforme a indústria da beleza evolui e nos conscientizamos sobre o efeito e o impacto de nossas escolhas, determinados ativos ou substâncias podem mudar de lado, passando de heróis para vilões. Nesse momento, o petrolato é um exemplo disso.

Utilizado em uma grande variedade de produtos – incluindo cosméticos, remédios e produtos capilares -, ele tem sido alvo de diversas polêmicas. Afinal, será que ele faz mal? Qual é a sua ação no cabelo? Tire essas e outras dúvidas a seguir! 

O que é petrolato?

Os petrolatos são substâncias derivadas de diversas purificações do petróleo bruto. Os tipos de petrolatos geralmente utilizados em produtos capilares e que podem ser identificados nos rótulos desses itens são:

  • Petrolatum ou Petroleum Jelly (vaselina).
  • Paraffin (parafina sólida ou cera mineral).
  • Paraffinum Liquidum ou Mineral Oil (parafina líquida ou óleo mineral).
  • Microcrystalline Wax (cera microcristalina).

Ainda, C10-11 Isoparaffin, C13-14 Isoparaffin, C13-16 Isoparaffin, C15-35 Isoparaffin/Isoalkylcycloalkanes, C18-50 Isoparaffin, C18-70 Isoparaffin, Chlorinated paraffin, entre outros. 

Confira na composição do produto se há presença de petrolatos – @uol

Petrolato e óleo mineral são a mesma coisa?

O óleo mineral é um tipo de petrolato. Ele tem alguns atributos que são vantajosos para determinados fabricantes de cosméticos em relação aos óleos vegetais – tais como menor custo e maior resistência à oxidação. Porém, como veremos a seguir, o óleo mineral possui impacto ambiental muito maior do que o óleo vegetal, e menor potencial para efeito de tratamento.

Por que essa substância é usada em produtos de cabelo? Qual efeito o petrolato tem sobre nossos fios?

Os petrolatos podem ser encontrados em shampoos, condicionadores, máscaras, leave-ins, entre outros produtos capilares. Os principais motivos de utilização deles nas fórmulas desses produtos dizem respeito à hidratação e à maciez. Produtos com essas substâncias formam uma película que repele a água na região de aplicação, o que cria uma espécie de barreira contra a evaporação da umidade natural.

Aqui, é preciso compreender: eles não aumentam, de fato, a hidratação ou a maciez, mas criam uma barreira para que não haja perda da umidade e isso gera a sensação de maciez. Entretanto, a substância não consegue entrar na fibra capilar, então não está, de fato, tratando-a, ela traz apenas um efeito estético.

Outra questão importante é que o petrolato pode, ainda, acabar impedindo ou dificultando a reposição de nutrientes e a respiração dos fios, acumulando-se ao longo do tempo e podendo levar a entupimentos dos folículos pilosos e prejudicar o ciclo de crescimento dos cabelos.

Por tudo isso, quem adere ao no poo ou ao low poo não utiliza produtos com petrolato – entre outras substâncias.

Afinal, realmente faz mal?

Talvez você já tenha ouvido que petrolato pode causar câncer, certo? É importante aqui compreender o contexto da informação. Na verdade, algumas substâncias que estão presentes nos petrolatos realmente têm relação com o desenvolvimento de câncer. No entanto, isso pode ocorrer em situações laborais, nas quais os trabalhadores entrem em contato contínuo e direto com os compostos não-refinados dos petrolatos. Até virarem produtos cosméticos, os petrolatos foram submetidos a processos de refinamento, o que atesta sua segurança a ponto de órgãos como Anvisa e FDA certificarem tais itens.

Entretanto, se não passarem por um processo de refinamento adequado, os petrolatos podem ser contaminados por tais substâncias que são suspeitas de terem relação com casos de câncer. Por isso, é recomendado que, ao optar por produtos com petrolatos, se escolha aqueles que sejam classificados como refinados como “white petrolatum” (ou seja, seguros).

É importante também refletirmos sob um outro viés – o do meio ambiente. Diferentemente do óleo vegetal, que é obtido de fontes renováveis, o petróleo e seus derivados representam recursos que irão esgotar um dia.

O óleo mineral é derivado do petróleo, fonte não renovável e gera impactos ambientais

Ainda sobre o fator ambiental, devemos ter em mente o potencial nocivo dessa substância. Estima-se que um litro de óleo mineral usado tenha o potencial de contaminar um milhão de litros de água. Outro dado importante é que ele leva dezenas de anos para desaparecer no ambiente, sendo prejudicial à vegetação e a microrganismos. 

E então, para você, os petrolatos são mocinhos ou vilões? Continue descobrindo mais sobre substâncias polêmicas utilizadas em alguns produtos capilares, confira o artigo que preparamos sobre os parabenos!

 

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Fernanda Sarate

Gaúcha, publicitária, blogueira, mãe de gatos e cachorros. Suas madeixas são uma metamorfose ambulante. Por impulsividade e falta de conhecimento, fez diversas loucuras capilares. Agora que aprendeu a lição, quer compartilhar conhecimentos para que outras pessoas não cometam os mesmos erros e comprometam a beleza e a saúde de seus fios.

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