Falar que não é fácil envelhecer já virou clichê. Para atenuar esse momento, há os que preferem outras teorias, tais como:  com a velhice vem a maturidade, estou na melhor idade, tenho independência financeira e filhos criados, etc… O fato é: não é fácil o passar dos anos.  Além das questões estéticas, há questões de saúde, mobilidade e mentais envolvidas no envelhecimento das nossas células. A queda de cabelo, causada pela alopecia, é uma dessas questões.

A chegada dos meus 30 anos, mulher balzaquiana, foi marcada por uma separação depois de um casamento de 7 anos. Além disso, teve a descoberta daquele que vem a ser meu maior tema de pesquisa nos últimos anos: a ALOPÉCIA. Percebi que meu cabelo começou a cair, mas achei que era uma queda qualquer, dessas que acontecem de tempos em tempos com todas nós. O problema é que, junto com a queda, veio um discreto afinamento dos fios, o qual só foi percebido depois de um bom tempo. Aqui fica a dica: a alopecia está muito relacionada ao afinamento dos fios.  Às vezes, a queda torna-se até mesmo imperceptível, pois os fios estão tão finos que não notamos quando caem em nossas roupas ou na escovação.

A procura pela cura da alopécia e redução da queda de cabelo

Pois bem, depois de um ano nesse processo comecei a procurar médicos em São Paulo e sempre o diagnóstico era estresse. Levanta a mão quem não é estressado nos dias de hoje! Com isso, o tratamento era sempre o mesmo: multivitamínicos e alguns tônicos para controle de queda de cabelo. Os fios até ficavam mais bonitos (vitaminas – principalmente complexo B – são muito boas para isso) e os tônicos ajudavam no crescimento de alguns fiozinhos. Mas a queda não parava. E assim perdi, sim essa é a palavra e vocês entenderão o porquê, mais um ano de um possível tratamento para uma doença quietinha que eu tinha e não sabia.  

Como não estava satisfeita com o resultado e sou engenheira pesquisadora por formação, busquei na internet um médico especialista no tema. Depois de pelos menos 5 profissionais diferentes, cheguei a um salvador! Quando ele me me viu entrando em seu consultório com mil vitaminas, loções e afins, me olhou por baixo dos óculos e simplesmente me disse: “querida, você tem alopécia androgenética e essa é a causa da sua queda de cabelo”. A partir daquele momento minha vida mudou. Não se trata de exagero, mas sim de um desafio a ser vencido ou ao menos a ser entendido e controlado.

Mas o que é a alopécia e como ela afeta a queda de cabelo?

A alopecia androgenética é causada por uma hipersensibilidade de receptores hormonais no couro cabeludo. Isso leva ao afinamento progressivo do cabelo, até a completa obstrução do folículo piloso, onde nascem os fios. O bom é que o tratamento existe e pode controlar a doença. Contudo não existe cura e, quanto mais cedo o diagnóstico, melhor. Há outros tipos de quedas, aquelas de fato relacionados ao estresse e falta de alguma vitamina. Para esses casos, os produtos de tratamento capilar anti-queda, tais como shampoos, máscaras e tônicos ajudam bastante. Por isso procure um médico para um bom diagnóstico e ter o tratamento mais adequado para seu caso.

queda de cabelo