O seu cabelo vem ficando cada vez fininho, caindo aos poucos, e alguns pontos do couro cabeludo já começaram a ficar visíveis? Ao contrário do que muita gente pensa, a alopecia androgenética, a popular calvície, não se caracteriza pela perda de grandes quantidades de cabelo, mas sim, pela queda gradual dos fios.

A doença, como o próprio nome sugere, é genética, ou seja, passa de um dos pais para os filhos. A condição afeta, como você pode imaginar, muito mais os homens que as mulheres — apenas 5% delas são afetadas pela doença — uma vez que se dá por problemas nos receptores hormonais, basicamente dos hormônios masculinos, do couro cabeludo.

Alopecia androgenética feminina: entenda o que é

O fundamental você já sabe: é uma doença genética, então, acompanhará por toda a vida. Os tratamentos existem e trazem resultados satisfatórios, mas é preciso ter disciplina ao realizá-los, caso contrário, a genética se manifestará novamente.

Há algum tempo, acreditava-se que a “responsável” pela calvície fossem os genes passados única e exclusivamente pela mãe, mas pesquisas recentes já descobriram que tanto fatores maternos como paternos podem determinar a predisposição à alopecia androgenética. Os fatores genéticos determinam 80% da predisposição, que pode ser agravada por alterações hormonais e fatores ambientais.

O hormônios masculinos, chamados de andrógenos, são os principais responsáveis pelo rareamento dos fios, em especial, o DHT, uma conversão do hormônio masculino testosterona. Esses hormônios atuam de duas formas:

  • miniaturização: o DHT afina e encurta os fios, fazendo com que nasçam menos e mais fracos de forma gradativa, até o completo desaparecimento do fio;
  • alteração do ciclo do fio: a cada ciclo, há um encurtamento, fazendo com que o fio caia antes do esperado.

Os sintomas da alopecia androgenética em mulheres

Apesar da doença atuar da mesma forma, homens e mulheres a percebem de forma diferente. Neles, as famosas entradas costumam dar as caras logo na adolescência e o padrão de queda começa pela testa, até atingir todo o topo da cabeça. Nas mulheres, ela aparece de forma mais sutil e se intensifica após a menopausa.

Como a queda causada pelo enfraquecimento do fio se dá de forma gradual, não é possível se deparar com grandes quantidades de cabelo que denunciem alguma coisa errada. Mas, o primeiro sintoma é, sem dúvida, os fios mais finos.

O padrão de queda nas mulheres também é diferente e é mais difuso. Enquanto eles perdem cabelo em áreas específicas por vez, nas mulheres a queda é espaçada, mas se dá em maior parte no topo da cabeça. Isso faz com que a risca que divide o cabelo fique cada vez mais larga e o couro cabeludo cada vez mais exposto.

Conheça os tratamentos para a calvície feminina

Como qualquer doença, é preciso tratamento! Os estudos da área a respeito da alopecia androgenética têm apresentado boas alternativas para tratar o problema. Os resultados, claro, dependerão muito da determinação para seguir os passos à risca e levar o tratamento para a vida toda, afinal, uma condição genética não tem cura.

Tratamentos orais

São medicamentos que visam diminuir o efeito dos hormônios no folículo piloso. Um dos mais conhecidos é o minoxidil, usado, num primeiro momento para o tratamento da hipertensão arterial. O vasodilatador atua na fase anágena, a fase de crescimento do fio, deixando-o mais grosso e forte.

É claro que apenas um médico poderá avaliar o caso e prescrever qualquer medicação, até porque, por se tratar de um problema hormonal, outros medicamentos podem ser inseridos no tratamento.

Tratamentos tópicos

São aqueles onde a medicação é externa, aplicada no local, como no caso de shampoos, pomadas, loções e cremes. Os shampoos não são capazes de reverter a queda, mas a boa higienização do couro cabeludo, com a aplicação de alguns nutrientes, podem ajudar o local a estar saudável para receber o novo fio.

Algumas formulações também contém ingredientes naturais que auxiliam na circulação sanguínea e melhoram a oxigenação do local, fatores importantes quando falamos de queda de cabelo.

Transplante capilar

Indicado para casos mais graves, o transplante capilar pode ser uma boa saída para reparar os estragos causados no visual pelas falhas. O cabelo é retirado, normalmente, da região da nuca e pescoço, uma vez que esses fios não possuem receptores hormonais e podem ser colocados em qualquer parte da cabeça, se adaptando facilmente.

Como prevenir a calvície feminina

É claro que, por se tratar de uma condição genética, é impossível frear o aparecimento da alopecia androgenética. O que importa mesmo é observar de perto da saúde e a condição dos fios para identificar logo no início a manifestação da doença. Como a perda é gradual, a maioria das mulheres só percebe o problema quando mais de 30% dos fios desapareceram e o quadro já se torna muito mais difícil de ser melhorado.

Portanto, ao perceber as primeiras falhas, procure um dermatologista para avaliar o caso, mas a inclusão de produtos específicos para o tratamento deve ser imediata. Como falamos acima, os shampoos não permanecem tempo suficiente em contato com o couro cabeludo a ponto de reverter o quadro, o que é impossível, mas nutrem o couro cabeludo e melhoram a vascularização da região, o que é fundamental para que o novo fio “vingue”.

A alopecia feminina não tem cura e o tratamento deve ser rigoroso para que os resultados apareçam. É claro que nem só a genética é responsável pela queda dos cabelos, casos de químicas excessivas, por exemplo, também podem levar à queda dos fios, mas esses casos são reversíveis com alguns cuidados, como aderir a um cronograma capilar.

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